Como medir a probabilidade de riscos que não têm número?
Não existe medição instrumental para sobrecarga cognitiva. A saída é transformar o julgamento qualitativo em estimativa semiquantitativa estruturada, com critério rastreável.

Não existe medição instrumental para sobrecarga cognitiva, risco biomecânico ou exposição biológica. A resposta técnica é transformar o julgamento qualitativo em estimativa semiquantitativa estruturada, com critério explícito e rastreável, como no Método Lemos.
O problema de partida
Quando o critério não é explícito, a probabilidade depende de quem avalia. Dois profissionais experientes chegam a valores diferentes para o mesmo risco, e a matriz do PGR perde estabilidade: a priorização das medidas de controle muda junto.
Como uma estimativa estruturada funciona
O método parte de uma probabilidade basal fixa, Pbase = 2, porque um perigo tecnicamente reconhecido não parte de probabilidade zero. A essa base somam-se dois fatores:
- Frequência de exposição (F): +2 habitual, +1 intermitente, 0 eventual, −1 rara
- Eficácia das medidas de controle (E): 0 ausente ou ineficaz, −1 parcialmente eficaz, −2 eficaz
Medidas de controle nunca aumentam a probabilidade: reduzem apenas a probabilidade residual. O resultado alimenta o cruzamento R = P × S na matriz do PGR, com severidade independente da probabilidade.
Por que isso é melhor do que escolher um número
Porque a estimativa passa a ter justificativa: cada valor vem de uma leitura registrada da atividade real e da eficácia concreta das barreiras. O critério pode ser auditado, revisado e comparado entre funções e unidades, o que uma nota atribuída por impressão não permite.
A faixa de aplicação e as tabelas completas estão na página do Método Lemos.
Perguntas frequentes
Respostas rápidas sobre este tema
Não. Onde há mensuração prevista em norma ou necessária para caracterizar a exposição, ela permanece exigida. A estimativa estruturada trata dos riscos em que não há parâmetro instrumental.