NR-1/GRO/PGR10 de outubro de 20261 min de leitura

Como medir a probabilidade de riscos que não têm número?

Não existe medição instrumental para sobrecarga cognitiva. A saída é transformar o julgamento qualitativo em estimativa semiquantitativa estruturada, com critério rastreável.

Como medir a probabilidade de riscos que não têm número?

Não existe medição instrumental para sobrecarga cognitiva, risco biomecânico ou exposição biológica. A resposta técnica é transformar o julgamento qualitativo em estimativa semiquantitativa estruturada, com critério explícito e rastreável, como no Método Lemos.

O problema de partida

Quando o critério não é explícito, a probabilidade depende de quem avalia. Dois profissionais experientes chegam a valores diferentes para o mesmo risco, e a matriz do PGR perde estabilidade: a priorização das medidas de controle muda junto.

Como uma estimativa estruturada funciona

O método parte de uma probabilidade basal fixa, Pbase = 2, porque um perigo tecnicamente reconhecido não parte de probabilidade zero. A essa base somam-se dois fatores:

  • Frequência de exposição (F): +2 habitual, +1 intermitente, 0 eventual, −1 rara
  • Eficácia das medidas de controle (E): 0 ausente ou ineficaz, −1 parcialmente eficaz, −2 eficaz

Medidas de controle nunca aumentam a probabilidade: reduzem apenas a probabilidade residual. O resultado alimenta o cruzamento R = P × S na matriz do PGR, com severidade independente da probabilidade.

Por que isso é melhor do que escolher um número

Porque a estimativa passa a ter justificativa: cada valor vem de uma leitura registrada da atividade real e da eficácia concreta das barreiras. O critério pode ser auditado, revisado e comparado entre funções e unidades, o que uma nota atribuída por impressão não permite.

A faixa de aplicação e as tabelas completas estão na página do Método Lemos.

Perguntas frequentes

Respostas rápidas sobre este tema

Não. Onde há mensuração prevista em norma ou necessária para caracterizar a exposição, ela permanece exigida. A estimativa estruturada trata dos riscos em que não há parâmetro instrumental.

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